Nota
Importante:
Hoje já não podemos localizar um único
exemplar do Cancioneiro Geral e restam-nos apenas referências.Contudo,
Afonso III, seu filho D. Dinis e o bastardo D. Pedro, Conde
de Barcelos tinham feito ali colecionar as obras poéticas
do seu tempo. Por isso, tem sido considerado um verdadeiro
milagre a descoberta fortuita de um precioso códice
trecentista, ricamente iluminado, costurado a dois outros
de origem mais tardia. Os dois últimos são
quinhentistas, mas nem por isso menos preciosos), pois nos
transmitem a produção lírica e satírica da Escola Galego-Portuguesa.
A
exemplo do Códice 10991 da Biblioteca Nacional de
Lisboa, o "Colocci-Brancuti",
este "Cancioneiro Popular", também foi encontrado
na Itália.O achado tratou-se de uma proeza do erudito filólogo,
Dr Augusto Pyrus Vianna, que após buscas incansáveis,
finalmente encontrou-os nos porões da "Biblioteca Nazionale
Centrale Vittorio Emanuele", em Roma. Afortunadamente, após
as negociações
de praxe, estes foram doados ao Governo Português.Nos últimos
dois anos, os pergaminhos vêm
sendo laboriosamente restaurados por especialistas.
Seu estado de conservação é precário, não
somente pelo grau de umidade (sem qualquer controle, nos porões
da biblioteca italiana), como também pela acidez da tinta original.É uma
grande pena, mas vários dos rótulos em pergaminho, onde
jograis e trovadores registravam seus poemas e canções,
não puderam ser totalmente recuperados.
Para os estudos, está sendo preparada uma edição
fac- similada destes códices, que virá a lume com índices
oportunos. Entre estes a lista
dos poetas do Cancioneiro Popular e uma tábua de correspondências
com o Cancioneiro da Vaticana, da Ajuda e o da Biblioteca Nacional
de Lisboa.
Haverá também um apêndice onde serão incluidos
os estudos codicológicos, pelo Prof. Dr. Augusto Pyrus Vianna
e linguistíco-históricos , pela Drª Mari Fagundes.

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