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"O
Corvo"
Notas
Ligeiríssimas
O
poema foi publicado (pela primeira vez) aos 29 de janeiro de 1845, no
The Evening Mirror, e foi considerado um dos mais difíceis e bem
sucedidos casos de exploração dos "recursos compatíveis
com a língua inglesa". Isto no que diz respeito à "linha
melódica" (se é que se pode dizer assim),
métrica e sonoridade dos versos e... originalidade!
Naturalmente, o objetivo do
Poeta era provocar no leitor um determinado efeito ou "feeling" e,
quanto a isso, foi inteiramente bem sucedido. Na verdade, este fato
é de fácil comprovação. Basta ler para
crer... "O
Corvo" situa-se
em algum lugar entre a música e a poesia.
Charles Baudelaire ("Les Fleurs du Mal") percebeu rapidinho
todo o potencial e originalidade contidos neste poema de Poe. Aliás,
bem antes da
crítica
americana... Assim, esforçou-se por traduzi-lo em seu próprio
idioma. Idem, Stéphane Mallarmé.
O Poeta Fernando Pessoa e nosso Machado Assis, também o tentaram
com resultados no mínimo muito interessantes, embora os jogos
de palavras, infelizmente, quase sempre tenham-se perdido.
Seja como for, as lembranças e referências parecem realmente
não ter fim.
"Never-ending Remembrance" ...
Acho que ainda seria curioso ressaltar o artifício usado por
Poe em relação à palavra "Raven", "corvo",
e o melancólico refrão "never more", "nunca
mais".
Observe também:
RAVEN (R,V,N) é a perfeita inversão de NEVER.
"NEVER" More...
Interessante, não é? Ao
pobre corvo, nada mais restava, senão repetir seu nome invertido.
Por essas e por outras "O CORVO"( não por acaso) fez
escola.
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