| Caro Visitante
Permita-se navegar através da saga dos "Pobres Cavaleiros de Cristo" e
não se arrependerá. Ao contrário, será "tocado"...
Deixe que aconteça
e poderá, talvez, compreendê-los um pouco melhor.
Foram guerreiros formidáveis, embora nem sempre muito disciplinados, é verdade...
Porém,
a guerra e
o contato constante
com
o inimigo,
em terras estrangeiros,
podem
produzir estranhos efeitos
colaterais... Todavia, viveram também dentro da ética e da
estética do seu
próprio tempo. Quem sabe por isso, tenham sido tão caluniados
e vilipendiados ao longo destes quase oitocentos anos que nos separam da
cruel injustiça
que os vitimou.
Infelizmente sua memória tem sofrido toda sorte de "apropriações
indébitas", fato que pode ser medido com facilidade pela quantidade de seitas
"neo-templárias" que pululam por aí...
Em condições "normais",
talvez os Templários
pudessem ter se constituído em apenas mais uma das Ordens Militares,
tão comuns na altura das Cruzadas. Poderiam...
Entretanto, não foi o que aconteceu. Afinal, a história
desses homens valorosos nada teve de comum. Seja nos primórdios
de sua Fundação ou na conjuntura
maléfica que determinou seu Sacrifício Final, tudo quanto
se refere a eles foi sempre cercado de mistérios e perguntas
sem resposta. Assim, mal se extinguiram as chamas que consumiram seu último
Grão Mestre, Jacques de Molay, a Ordem deixou a História
Oficial e tornou-se Lenda.
Contudo, o tecido de que são feitas
as lendas era demasiado tênue (como o dos sonhos) para contê-los
por muito tempo... A metamorfose completou-se e hei-los agora transformados
num ativo e vigoroso Mito. Por isso, os antigos Cavaleiros Templários
passaram também
a partilhar dos atributos inerentes a todos aqueles mitos considerados
sagrados, conseguiram sua parcela de Eternidade e tornaram-se Imortais.
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Temp' era dal
principio del mattino,
e 'l sol montava 'n sù con quelle stelle
ch'eran con lui quando l'amor divino
mosse di prima quelle cose belle;
sì ch'a bene sperar m'era cagione
di quella fiera a la gaetta pelle
l'ora del tempo e la dolce stagione;
ma non sì che paura non mi desse
la vista che m'apparve d'un leone.
***
Tempo
era do ínício da manhã,
Subia o sol, dos astros rodeado,
que já com ele estavam, quando o Amor Divino um dia
A
tais primores movimento há dado
Me infundiam n'alma a esperança.
Da fera o dorso alegre e mosqueado,
A hora amena e a quadra doce e mansa
De um leão de repente surge o aspecto,
Que ao meu peito o pavor de novo lança.
Dante Alighieri, La Commedia (divina) Inferno, Canto I (37,45)
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