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A mais mais
nova das três grandes religiões
mundiais depende dos
ensinamentos de Maomé, tal como formulados no Corão.
A palavra "Islã" significa "rendição",
por isso, só é considerado um autêntico muçulmano
aquele que "se rende à vontade de Deus, conforme foi
revelada por seu
"verdadeiro profeta".
Em
essência,
os ensinamentos islâmicos são produtos
da experiência
religiosa no Oriente Próximo, e os historiadores modernos
tendem a tratar
o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo como três
ramos distintos de uma
mesma Fé. Mesmo que seus membros jamais se entendam uns com
os
outros. Ou, quem sabe, por isso mesmo...
O Islã é rigidamente
monoteísta, reconhecendo
a validade do Velho
Testamento judaico, dos profetas e de Jesus Cristo; o próprio
Abraão é considerado
como o fundador do Santuário de Meca, com sua sagrada Pedra
Negra,
a Kaaba.
O
principal ponto de divergência reside no fato de que o Islã crê ser
Maomé o mais
recente e o mais perfeito dos profetas, a quem Deus teria revelado
Seus
desígnios e Sua vontade para o Mundo, nos escritos do Corão.
Aceitam Jesus como um grande Profeta, mas jamais como um Deus
Encarnado. Além disso, rejeitam com firmeza o princípio
da Trindade,
que consideram um desavergonhado disfarce para encobrir o politeísmo
católico.
As atitudes
muçulmanas poderiam variar em relação
aos não-crentes,
mas a tendência mais freqüente era para a tolerância,
desde que os
impostos fossem pagos e as escrituras respeitadas.
Entretanto, podiam
ser ferozes quanto ao culto de ídolos ou a rejeição
da unicidade da
Divindade.
Por outro lado, sua própria unidade
política sempre foi completamente ilusória.
Uma dinastia
Omíada
(descendente de Omar) persistiu na Espanha até o século
XII, enquanto
que outras dinastias brotavam por todos os lados do complexo
muçulmano.
Assim, havia os fatimidas no Egito (909-1171), os turcos seljúcidas
na
Síria e na Anatólia (1077-1307) e os
almorábidas e almôadas (1130-1269) no Magrebe e na Espanha.
A intrusão dos Mongóis, no século XIII, levou à queda
do califado
abássida, quando o Irã, Iraque e Síria caíram
em poder dos invasores.
A perturbação
política, provocada pela criação
do Reino Cruzado
(1100-1292), foi ainda agravada por poderosos movimentos turcos.
O período final da Idade Média viu o surgimento
dos turcos otomanos como a
potência muçulmana dominante. Entretanto, durante todo
este tempo, o
Islã floresceu e desenvolveu-se em considerável integridade. Para
o mundo europeu ocidental, o Islã era de tempos em tempos "a
grande ameaça", a "religião vinda de
fora",
claramente não-pagã e
muito mais que uma simples heresia. Os conflitos na Sicília,
Espanha
e nas Cruzadas, avivaram esta percepção e, naturalmente,
os temores.
Mas também
houve tempos de contato mais pacífico,
sobretudo no
século XII, com os letrados judeus da Espanha.
A Europa Ocidental deve muito de conhecimentos matemáticos,
médicos
e filosóficos às fontes árabes, onde a herança
da cultura grega havia sido
muito melhor preservada pelos humanistas muçulmanos.
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