A Conquista de Jerusalem


A pilhagem de Jerusalém após sua captura pelos cruzados em 1099
Iluminura do século XV de Jean de Courcy

A famosa conclamação feita por Urbano II, aos 27 de novembro de 1095, em Clermont, encontrou espantoso eco. Assim, na primavera de 1096, logo uma massa eclética e entusiasmada punha-se a caminho da Terra Santa. Não esperaram sequer por seus barões, embora houvesse cavaleiros entre eles.
Esta "Cruzada Popular", tomou a rota terrestre, que passava pela Alemanha, Hungria e Bizâncio, foi seguida pela "Cruzada Oficial", aquela comandada por Godofredo de Bouillon, Raimundo de Saint-Gilles e outros nobres.

Na verdade, houve uma sucessão de partidas durante todo o ano de 1096, com todos os cruzados convergindo para Constantinopla.
Pode-se avaliar perfeitamente, o quão desconfortável deve sido para o basileu, Alexius Conmeno, ver seus domínios atravessados por aquela horda de latinos mal educados, completamente indisciplinadas e.. armados.
Os bizantinos, como seria de se esperar, tratavam de colocá-los, o mais rapidamente possível, na rota da Terra Santa. Contudo, seus piores pressentimentos quanto aos "irmãos" latinos, só se concretizariam realmente na Quarta Cruzada...

Nesta primeira investida, porém, os Cruzados-Peregrinos chegaram a Antioquia e a conquistaram, em 1098, após um longo e desgastante cerco. Na primavera de 1099, lançaram-se na rota de Jerusalém e tomaram-na de assalto, em 15 de julho de 1099.

A exacerbação causada pela marcha longa e penosa, aliada ao fanatismo religioso, certamente se somaram para fazer da invasão de Jerusalém, pelos cruzados, uma lembrança inesquecível para a população local...
Contudo, uma vez saciado seu desejo de vingança (e depois dos saques de rotina), os invasores recolheram-se aos lugares sagrados para cumprirem seus votos de peregrinos e orar.