Hughes de Payns


Hughes de Payns fundador e primeiro Grão-Mestre do Templo
(Dirigiu a Ordem entre 1118 e 1135)

A figura de Hughes de Payns, fundador oficial e primeiro Grão Mestre da Ordem do Templo é controvertida.

Nasceu em Payns, em data ignorada, embora deva ter sido próxima de 1080. Possivelmente era parente de outro (e mais importante) Hughes, o Conde de Champagne e deve ter sido também um dos oficiais da Casa de Champagne. Sua assinatura aparece em vários atos do conde. Talvez tenha lutado na primeira Cruzada, acompanhando, quem sabe, Thibaut de Blois et Champagne, pai do Conde Hugo.

Nesta época, por certo, conheceu pessoalmente Gedefroy de Bouillon e seus irmãos, Baudoin e Eustache de Boulogne, além do primo deles, Baudoin du Bourg, Conde de Edessa. Isso explicaria a desenvoltura com que se movimentaria pelos reinos do Ultramar, e a confiança e consideração com as quais é recebido, mais tarde, por Balduino.

Entre 1104 e 1105, voltou a Jerusalém, desta vez no séquito do Conde de Champagne, Hughes. Foi casado e teve um filho, Thibaut de Pahans, que se tornaria, em 1139, abade da abadia cisterciense de Saint-Colombe-de-Sens.

Em 1118 (ou 1119) vai a Jerusalém (ou já estaria por lá), e apresenta-se ao rei Balduino II, que acabara de ser coroado rei de Jerusalém, manifestando sua intenção de garantir a rota dos peregrinos de Jaffa à Jerusalém, mediante a criação de uma Ordem Militar, "Os Pobres Cavaleiros de Cristo".
Vários estudiosos sugerem, embora sem documentos que possam prová-lo, que Hughes de Payns, pertencente, ele mesmo, à pequena nobreza, talvez tivesse sido apenas um "preposto" do Conde de Champagne, algo como um "homem de confiança", que o auxiliasse no que parece ter sido seu objetivo: criar e patrocinar uma verdadeira (e poderosa) ordem militar, ou seja, um "exército regular", capaz de garantir os reinos latinos do ultramar, ao mesmo tempo que promoveria um ativo intercâmbio entre Ocidente e Oriente.
Enfim, são apenas conjecturas, porém, se tal não era o objetivo inicial da ordem emergente (ou do próprio Conde de Champagne), foi exatamente isso que acabou acontecendo:
Os "Pobres Cavaleiros de Cristo" tornaram-se uma potência mundial.