A
figura de Hughes de Payns, fundador oficial e primeiro
Grão Mestre da Ordem do Templo é controvertida.
Nasceu
em Payns, em data ignorada, embora deva ter sido próxima
de 1080.
Possivelmente era parente de outro (e mais importante) Hughes, o Conde
de Champagne e deve ter sido também um dos oficiais da
Casa de Champagne. Sua assinatura aparece em vários
atos do conde. Talvez tenha lutado na primeira Cruzada, acompanhando,
quem sabe,
Thibaut de Blois et Champagne, pai do Conde Hugo.
Nesta época,
por certo, conheceu pessoalmente Gedefroy de Bouillon e seus
irmãos, Baudoin e Eustache
de Boulogne, além do primo deles, Baudoin du Bourg,
Conde de Edessa.
Isso explicaria a desenvoltura com que se movimentaria
pelos reinos do Ultramar, e a confiança e consideração
com as quais é recebido, mais tarde, por Balduino.
Entre
1104 e 1105, voltou a Jerusalém, desta vez no
séquito do Conde de Champagne, Hughes.
Foi casado e teve um filho, Thibaut de Pahans, que se tornaria,
em 1139, abade da abadia cisterciense de
Saint-Colombe-de-Sens.
Em
1118 (ou 1119) vai a Jerusalém (ou já estaria
por lá), e
apresenta-se ao rei Balduino II, que acabara de ser coroado
rei de Jerusalém, manifestando sua intenção
de garantir a
rota dos peregrinos de Jaffa à Jerusalém, mediante
a criação
de uma Ordem Militar, "Os Pobres Cavaleiros de Cristo".
Vários estudiosos sugerem, embora sem documentos que possam
prová-lo, que Hughes de Payns, pertencente, ele mesmo, à
pequena nobreza, talvez tivesse sido apenas um "preposto" do
Conde de Champagne, algo como um "homem de confiança",
que o auxiliasse no que parece ter sido seu objetivo:
criar e patrocinar uma verdadeira (e poderosa) ordem militar,
ou seja, um
"exército
regular",
capaz
de garantir
os
reinos latinos do ultramar, ao mesmo tempo que promoveria um
ativo intercâmbio entre Ocidente e Oriente.
Enfim, são apenas
conjecturas, porém, se tal não era o objetivo
inicial da ordem emergente (ou do próprio Conde de Champagne),
foi exatamente isso que acabou acontecendo:
Os "Pobres Cavaleiros de Cristo" tornaram-se uma potência mundial.
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